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Militares suspeitos de extermínio são afastados em Goiás
Sete policiais militares suspeitos de integrar um grupo de extermínio em ação em Goiás foram afastados do cargo a pedido do Ministério Público estadual (MP). Entre os militares está o major Ricardo Rocha Batista, comandante do 16º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Formosa, no Entorno do Distrito Federal.
Ele é investigado por suspeita de envolvimento no assassinato do operador de máquinas Higino Carlos Pereira de Jesus, de 24 anos, e no desaparecimento de outras três pessoas: Pedro Nunes de Brito, de 24, Cleiton Rodrigues, de 16, e um outro rapaz, cujo nome não foi divulgado. O corpo de Higino foi encontrado no dia 24 de fevereiro com 28 perfurações à bala entre Flores de Goiás e Alvorada do Norte.
Diante da suspeita, o MP pediu ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Carlos Antônio Elias, o afastamento do major Ricardo Rocha e dos sargentos Wanderley Ferreira dos Santos, Gerson Marques Ferreira e Gilson Cardoso dos Santos e dos soldados Francisco Emerson Leitão de Oliveira, Ederson Trindade e Lourival Torres Inez. Todos estão afastados de suas funções e à disposição da Corregedoria da PM até que os casos sejam apurados pela Polícia Civil.
O pedido de afastamento do militar, assinado pelo procurador-geral de Justiça, Eduardo Abdon Moura, foi entregue ao comandante-geral da PM em reunião ontem de manhã. Na ocasião, Carlos Antônio informou ao procurador-geral e ao coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal do MP, José Carlos Miranda Nery Júnior, que o major já havia sido afastado na segunda-feira das funções, providência tomada a partir de conversas anteriores com o MP.
Policiais militares são apontados como autores dos desaparecimentos ocorridos em Alvorada do Norte, o que foi tornado público durante sessão na Assembleia Legislativa ocorrida na última quinta-feira. Todas as vítimas estariam envolvidas em furtos e roubos em fazendas da região, cujos proprietários teriam “contratado” os militares para “resolver” o problema.
Em entrevista ao POPULAR na semana passada, o major Ricardo Rocha disse que reuniu-se com fazendeiros da região no dia 25 de janeiro, quando discutiu soluções para as questões de segurança pública no município. Ele negou participação na morte e no desaparecimento das vítimas.
O major responde a cinco ações na Justiça por 15 mortes ocorridas em Goiânia, onde foi comandante das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) entre 2003 e 2005, em Rio Verde e em Cachoeira Alta. O militar ainda é indiciado e suspeito em outros homicídios ocorridos em Goiás.
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