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:: Marco Maciel defende proposta de Demóstenes

O senador Marco Maciel (DEM-PE) defendeu na tarde de segunda-feira (8), na Tribuna do Plenário, proposta do senador Demóstenes Torres (DEM) que inclui o Cerrado e a Caatinga como biomas considerados patrimônio nacional. Maciel comentou relatório divulgado esta semana pelo Ministério do Meio Ambiente que revelou o aumento do desmatamento em áreas de proteção ambiental do Cerrado. “O nosso apelo – e creio que é igual o sentimento do senador Demóstenes – é no sentido de que essa PEC seja votada o mais rapidamente possível. E devo dizer que isso é algo que interessa muito a uma questão que está na ordem do dia. Depois de Copenhague, a grande preocupação do mundo todo é a questão da sustentabilidade, ou seja, da preservação da qualidade de vida, da preservação dos biomas, enfim, da preservação da natureza”, disse o senador pernambucano. O levantamento do Ministério do Meio Ambiente aponta que 75% de todo o desmatamento ocorrido dentro das unidades de conservação está nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) dos Estados. O estudo mostra que, de 2002 a 2008, 3.796 quilômetros quadrados da mata nativa foram destruídos nesses locais , ou seja, 4,21% de tudo o que foi desmatado no bioma. “O que se passa com relação ao Cerrado é o que ocorre também com relação à Caatinga. Subscrevi a emenda também, por entender que é iniciativa que merece acolhimento do Senado”, afirmou Maciel. A PEC aguarda votação no Plenário do Senado desde setembro. Caso seja aprovada pelos senadores, será logo em seguida encaminhada para análise na Câmara dos Deputados. O projeto está parado na Mesa porque existem medidas provisórias aguardando votação, trancando a pauta. “São apenas duas ou três medidas, já conversei com o presidente da Casa para dar celeridade na análise da proposta”, disse Demóstenes. A situação do Cerrado é considerada crítica desde o ano passado, quando levantamento realizado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) mostrou que, mesmo com a redução de 60% do desmatamento nos últimos sete anos, 52% da área original foi alterada ou destruída.

 

 
 
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