Escrito por Orcedino Júnior Ter, 17 de Janeiro de 2012 16:31

A maioria dos 29 mil professores da rede estadual de ensino terão um choque ao receber o contracheque de janeiro. É o que informa o Sindicato dos Trabalhadores da Educação da Rede Estadual de Ensino de Goiás , o Sintego.
A briga é pela aprovação do projeto de lei que regulamenta o novo piso salarial da categoria em Goiás. O Governo do Estado enviou à Assembleia Legislativa projeto de lei que reajusta o Piso Salarial dos Professores. A proposta em tramitação neste período de autoconvocação da Assembleia elevou de R$ 1.395,00 para R$ 1.460,00 o valor do piso salarial em Goiás. A medida, anunciada menos de um mês após a instituição do valor anterior, vai provocar impacto de aproximadamente R$ 11 milhões na folha de pagamento da Educação.
De acordo, com o Governo, a sua ação se antecipa ao governo federal, que ainda não anunciou oficialmente o aumento do piso nacional. O primeiro valor do piso em Goiás, de R$ 1.395,00, já era superior ao nacional, de R$ 1.187,00. Agora, mesmo que o piso nacional tenha um aumento em torno de 22%, conforme indicação do Ministério da Educação, passando para R$ 1.448,00, Goiás continuará pagando um piso maior.
“Demoramos anos para conquistar um plano de carreira que o governador Marconi Perillo e o secretário Thiago Peixoto rasgaram e pisotearam em poucas semanas, sem nenhuma transparência, nenhum debate. Esse governo é puro marketing. Mente, destrói carreira dos educadores e ainda tenta dizer que está melhorando o ensino. Só que o estrago é tão grande que não dá para disfarçar”, disse Bia de Lima, tesoureira do Sintego.
Iêda Leal, presidente da entidade, acusa o governo de implantar de forma impositiva estas mudanças. “O secretário Thiago Peixoto, em nenhum momento, se apresentou para discutir o projeto. Pelo contrário. Preferiu se esconder. E não houve debate. Vimos a base do governo atacar de forma rasteira e vulgar as críticas e argumentos apresentados pelo Sintego e pelos deputados que apoiaram os trabalhadores. Fica bastante claro que o governo não tem nenhuma intenção de valorizar o educador”, disse Iêda.
O Sintego se prepara ainda para entrar com uma ação na Justiça contra a aprovação da lei estadual 17.508/2011, que rasgou a carreira do professor, e também contra o processo 78/2012, que rasga o do administrativo e piora ainda mais a situação do magistério público.
No próximo dia 2 de fevereiro, o Sintego realiza uma assembleia geral para discutir os rumos dos trabalhadores. Até essa data, a entidade informa que todos os diretores do sindicato estarão mobilizados, fazendo visitas às escolas para conversar com os trabalhadores e fazendo panfletagem nas ruas para esclarecer à sociedade a questão.
Essas formações que antes, representavam um acréscimo de 40 e 50 % do salário, agora permitem uma gratificação de 10 e 20%, respectivamente. E ainda: só 20% dos docentes a cada 3 anos, poderão participar do processo por vez. Há ainda com a mudança, a queda da diferença entre os salário inicial da carreira (PE-I-A) e o salário final (PE-IV-G), que era de 92,46% e foi para 83,50%.
A aprovação deste projeto é considerado como um estrago imenso feito na carreira dos professores, de acordo com o Sindicato. Para conseguir isso, retirou as gratificações por titularidade de até 30% e as incorporou ao salário, causando um prejuízo enorme para os trabalhadores da educação. Além de acabar com as gratificação por titularidade para cursos de até 1080 horas, houve também a redução drástica para titularidade de mestrado e doutorado.
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