Qua, 22 de Fevereiro de 2012 16:38

Cleusa Floriano (na foto à esquerda) é uma mulher que nasceu para fazer história. Filha de José Floriano da Silva Borges e Eva Teixeira da Silva. Cresceu em meio à numerosa família, composta por nove irmãos, no vizinho município de Jaraguá. No dia de seu nascimento se realizava uma grande festa para a inauguração da casa nova da fazenda. Quando o pai ouviu seu choro, tomou-a nos braços, enrolou-a em um pequeno cobertor e saiu dançando para festejar a sua chegada. O batizado, que seria realizado na igrejinha do povoado teve de ser feito debaixo de um pé de baru, pois a capela havia desmoronado. Teve uma infância muito feliz e desde pequena cantava com sua irmã Marta Floriano. E o pai, todo orgulhoso, tocava sanfona para acompanhar as filhas. Por onde passavam os espectadores ficavam encantados com a beleza das vozes das duas meninas. E uma das coisas mais marcantes deste período foi a viagem que fez com o pai e a irmã até Ceres, para se apresentarem no programa do locutor Getúlio de Souza, na Rádio Difusora daquela cidade, pois esta oportunidade era para poucos. Pelo alcance do referido veículo de comunicação, a dupla ficou famosa na região e a carreira só não deslanchou porque não tinham muitos recursos para se deslocarem ou gravarem discos. E a vida seguiu adiante, com os afazeres de toda jovem adolescente, deixando de lado o promissor futuro no mundo da música, que era sua paixão. A irmã mudou-se para Brasília e se casou, passando a desenvolver outras atividades. Depois Cleusa também se casou com Osvaldo Guarani Borges, com quem passou a dividir o dia a dia e os sonhos. Encontrou no companheiro o apoio incondicional para a realização de tudo o que se dispôs a fazer até hoje. E segundo ela, nunca viu dificuldade nenhuma para a concretização de seus mais profundos desejos e acredita firmemente que não há idade determinada para efetivá-los.
Começou sua vida profissional como professora na zona rural. Veio para Goianésia em 1980. Aqui continuou o trabalho de professora, ocupando em seguida os cargos de coordenadora, e diretora. Graduou-se em Estudos Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás e se pós-graduou em Educação Sócio-econômica do Brasil pela Universidade Salgado de Oliveira. Orgulha-se em dizer que não foi somente uma professora, mas uma professora amiga dos alunos e dos pais destes, pois fazia paralelamente à ministração de aulas um trabalho social, visitando as famílias de seus discípulos na tentativa de auxiliá-las na solução de problemas de toda ordem. Na primeira gestão do ex-prefeito Helio Antonio de Sousa (1989-1982) foi secretária do Meio Ambiente, quando implementou e coordenou a primeira “Lavoura Comunitária” no Município, programa que se expandiu com o aumento da população e vem sendo desenvolvido com bons resultados até hoje. Foi presidente da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Goianésia – FAMAG e coordenadora da Associação Municipal do Meio Ambiente dos Municípios da Micro-região do Vale do São Patrício – ANAMA, quando teve a oportunidade de trabalhar para conscientizar as pessoas da importância do meio ambiente. De 2002 a 2005 assessorou o Deputado Estadual Helio Antonio de Sousa. Depois que se afastou do trabalho se dedicou a escrever poemas. Inúmeros ficaram no anonimato, mas afirma que nada supera o prazer de criá-los, mesmo que não venham a ser publicados. E assim, reuniu muitos deles e lançou o livro “Goianésia Cidade Amada”, em 06/03/2008, sendo esta uma das maiores realizações de sua vida, lhe causando uma alegria tamanha, pela grande aceitação que o mesmo tivera na comunidade, especialmente no meio familiar e entre os amigos. Todos os livros editados foram doados ao Núcleo de Apoio aos Portadores de Câncer de Goianésia - Somar, para que os recursos arrecadados com a venda fossem revertidos no auxílio às pessoas assistidas pela entidade.
Mulher bem resolvida, Cleusa não parou por aí. Queria mais. Queria mostrar que além de escrever sabia também cantar. Formou com sua irmã, Marta Floriano, em 2007, uma dupla sertaneja e passaram a cantar com o mesmo entusiasmo que tinham na infância. Cantaram e encantaram por muito tempo. Só parou para tratamento de problemas de saúde.
De volta à ativa, em 2011 Cleusa resolveu dedicar-se novamente às raízes culturais, sempre afloradas desde quando era criança. A eterna parceira na música, a irmã Marta, com quem tem forte ligação, também é uma mulher dedicada à família. Casada, tem dois filhos e duas netas, que são o seu xodó. Empresária do ramo da confecção, Marta se divide entre Goianésia e Jaraguá, onde é proprietária de uma loja. E em meio à correria que o dia a dia impõe, não abriu mão de participar efetivamente com Cleusa da elaboração e lançamento de um CD. Decidiram que estava na hora de voltar a cantar e realizar o sonho que abandonaram na infância. Apresentaram-se em vários festivais, mini-shows, festas de igreja, aniversários, inaugurações e outros eventos. Agora a dupla ganhou nome – “Flor do Campo e Rosamar”. Com músicas inéditas, a maioria delas compostas por Cleusa e três com a participação de Marta, a Rosamar, o CD “É pra dançar”, contendo músicas sertanejas dançantes, como o próprio título sugere e já está na praça, tocando nas rádios locais e se depender da vontade e esforço das cantoras, brevemente o disco alcançará outros horizontes.
Católica, temente a Deus, Cleusa o coloca sempre à frente de tudo que faz, com o pensamento de que aquilo que é realizado com amor alcança a perfeição. Humilde e de bom coração, sua filosofia de vida se baseia nas palavras do Criador –“amar ao próximo como a si mesmo”. Por isso também dedica parte de seu tempo na participação da Pastoral da Criança do núcleo da Igreja Nossa Senhora de Fátima e também do Movimento das Mulheres Solidárias, que ainda não está oficializado, mas que vem ganhando novas adeptas que se reúnem semanalmente nas residências das integrantes para levarem conforto espiritual, em forma de orações para aquelas que passam por momentos difíceis ou mesmo na busca de soluções materiais para as que necessitam.
Fala de sua vinda para Goianésia com muito amor, pois foi acolhida de braços abertos pelos moradores do local que escolheu como morada e onde é muito feliz, pois contabiliza ao longo dos anos muitos amigos, alguns deles considerados quase irmãos.
Um pensamento, de autor desconhecido, que segundo Cleusa norteia suas ações, diz: “Viva cada momento como se fosse o último. Um dia você estará certo”. E pelo visto, tais palavras realmente caracterizam sua verdadeira pessoa, a quem garra e entusiasmo nunca hão de faltar.
Qui, 02 de Fevereiro de 2012 15:57

Professores e alunos do Colégio Jales Machado fizeram uma manfestação no fim da manhã desta quinta-feira, 02, contra o novo plano de carreira da classe no Estado, considerado pelos professores, ume estrago na carreira do Magistério. Vestidos em preto, de luto, a passeata saiu da porta do Colégio e desceu até à Praça Laurentino Martins.

Durante a manifestação, vários alunos e professores usaram a palavra e todos foram unânimes em acusar o Governo de Goiás de prejudicar os professores com o novo plano de carreira, uma vez que ignorou e não deu a importância correta ao que o professor se orgulha tanto: sua titularidade. A titularidade corresponde à qualficação profissional do professor através de cursos de especialização (pós-graduação) de até 1080 horas, os quais foram ignorados com a implantação do novo piso salarial. Assim a gratificação de títulos de até 30% foi retirada, incorporando-a ao salário. Uma decisão revoltante para a classe.

A professora Kátia Moreno, uma das coordenadoras do protesto, lembrou que este ano, os mesmos políticos que prejudicam a Educação de Goiás, estarão pedindo votos em sua bases eleitorais. "Um desrespeito ao professor, ao aluno", enfatizou educadora. Ao final, alunos e professores cantaram o Hino Nacional.


Entenda o novo projeto de lei do Governo de Goiás para os professores do Estado
A briga é pela aprovação do projeto de lei que regulamenta o novo piso salarial da categoria em Goiás. O Governo do Estado enviou à Assembleia Legislativa projeto de lei que reajusta o Piso Salarial dos Professores. A proposta em tramitação neste período de autoconvocação da Assembleia elevou de R$ 1.395,00 para R$ 1.460,00 o valor do piso salarial em Goiás. A medida, anunciada menos de um mês após a instituição do valor anterior, vai provocar impacto de aproximadamente R$ 11 milhões na folha de pagamento da Educação.

De acordo, com o Governo, a sua ação se antecipa ao governo federal, que ainda não anunciou oficialmente o aumento do piso nacional. O primeiro valor do piso em Goiás, de R$ 1.395,00, já era superior ao nacional, de R$ 1.187,00. Agora, mesmo que o piso nacional tenha um aumento em torno de 22%, conforme indicação do Ministério da Educação, passando para R$ 1.448,00, Goiás continuará pagando um piso maior.

A aprovação deste projeto é considerado como um estrago imenso feito na carreira dos professores, de acordo com o Sintego. Para conseguir isso, retirou as gratificações por titularidade de até 30% e as incorporou ao salário, causando um prejuízo enorme para os trabalhadores da educação. Além de acabar com as gratificação por titularidade para cursos de até 1080 horas, houve também a redução drástica para titularidade de mestrado e doutorado. Essas formações que antes, representavam um acréscimo de 40 e 50 % do salário, agora permitem uma gratificação de 10 e 20%, respectivamente. E ainda: só 20% dos docentes a cada 3 anos, poderão participar do processo por vez. Há ainda com a mudança, a queda da diferença entre os salário inicial da carreira (PE-I-A) e o salário final (PE-IV-G), que era de 92,46% e foi para 83,50%.

“Demoramos anos para conquistar um plano de carreira que o governador Marconi Perillo e o secretário Thiago Peixoto rasgaram e pisotearam em poucas semanas, sem nenhuma transparência, nenhum debate. Esse governo é puro marketing. Mente, destrói carreira dos educadores e ainda tenta dizer que está melhorando o ensino. Só que o estrago é tão grande que não dá para disfarçar”, disse Bia de Lima, tesoureira do Sintego.

Iêda Leal, presidente da entidade, acusa o governo de implantar de forma impositiva estas mudanças. “O secretário Thiago Peixoto, em nenhum momento, se apresentou para discutir o projeto. Pelo contrário. Preferiu se esconder. E não houve debate. Vimos a base do governo atacar de forma rasteira e vulgar as críticas e argumentos apresentados pelo Sintego e pelos deputados que apoiaram os trabalhadores. Fica bastante claro que o governo não tem nenhuma intenção de valorizar o educador”, disse Iêda.

O Sintego se prepara ainda para entrar com uma ação na Justiça contra a aprovação da lei estadual 17.508/2011, que rasgou a carreira do professor, e também contra o processo 78/2012, que rasga o do administrativo e piora ainda mais a situação do magistério público. A entidade realiza nesta semana uma assembléia geral para discutir os rumos dos trabalhadores. Além disso, a entidade informa que todos os diretores do sindicato estarão mobilizados, fazendo visitas às escolas para conversar com os trabalhadores e fazendo panfletagem nas ruas para esclarecer à sociedade a questão.
Qui, 26 de Janeiro de 2012 10:42

O centro cultural Brazilian Endowment for the Arts (Legado das Artes Brasileiras), em Manhattan, faz uma homenagem, nesta quarta-feira (25/1), à poetisa goiana Cora Coralina. Os trabalhos da autora fazem parte de oficinas e debates do projeto “Quartas Literárias”, que foi criado para difundir a literatura brasileira na ilha novaiorquina.
As obras de Cecília Meireles já passaram pelo projeto. As escritoras Clarice Lispector e Nísia Floresta agora estão na fila para serem mostradas ao público americano. O centro cultural brasileiro foi criado em 2006 pelo presidente da União Brasileira de Escritores, em NY (UBENY), Domício Coutinho, para promover e cultivar o uso da língua e cultura brasileiras em Nova York.
Homenageada
Nascida em 1889, na cidade de Goiás (GO), Cora Coralina, doceira de profissão, se tornou famosa pela obra literária que descrevia o cotidiano e a vida simples da histórica e antiga capital do Estado. Morreu aos 95 anos de idade, tendo recebido diversos prêmios de literatura e o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Goiás (UFG).
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