Sex, 17 de Fevereiro de 2012 14:08
Depois de aperto fiscal e forte redução de custos em 2011, o governo do Estado conseguiu nesta quinta-feira (16/2), em reunião com a presidente Dilma Rousseff (PT) em Brasília, aumentar a capacidade de endividamento de Goiás em R$ 1,5 bilhão. Goiás foi o Estado que mais conseguiu recursos do governo federal durante o encontro. O restante dos R$ 2,34 bilhões de créditos fiscais foram divididos entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Norte.
Os recursos serão utilizados para obras de infraestrutura e de assistência social. Além do governador Marconi Perillo (PSDB), os secretários da Fazenda, Simão Cirineu, de Gestão e Planejamento, Guiseppe Vecci, e da Controladoria-Geral do Estado, José Carlos Siqueira, também participaram da reunião em Brasília.
Durante seu discurso, a presidente afirmou que os investimentos públicos e privados são uma “combinação virtuosa para o crescimento sustentável e acelerado” dos estados brasileiros. Com isso, os três estados estão liberados a contratar novos empréstimos com organismos como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Caixa Econômica Federal e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para investir em obras prioritárias.
A liberação dos créditos fiscais aos estados brasileiros se iniciou em 2008 após o agravamento da crise financeira mundial. Os benefícios concedidos a Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Norte encerrou o ciclo iniciado há pouco mais de três anos. Marconi afirmou que as concessões fiscais do governo federal mostram uma “verdadeira política de integração nacional”.
Bloqueio
Por não ter cumprido cinco das seis metas fiscais em relação ao ano de 2010, último ano da gestão de Alcides Rodrigues (PP), o governo estava impedido de aumentar a capacidade de endividamento fiscal. Acordo realizado entre Marconi e a presidência da República em 2011 permitiram, além do valor de R$ 1,5 bilhão, empréstimo de R$ 3,527 bilhões para quitar as dívidas da Celg. (Com informações da Agência Brasil)